'É preciso admitir a falência: não reconheço o passado e não acredito no futuro. Mas meus pés têm pressa porque errando eu aprendo mais.'
Essas duas frases aparecem no final de “Doom”, vídeo de Randolpho Lamonier e Victor Galvão. Sua escrita me chama a atenção pela forma como articulam passado, presente e futuro: não reconhecer o passado não quer dizer ignorá-lo, assim como não acreditar no futuro, não nega que algo está por vir. Na desconfiança entre esses dois extremos, mais vale admitirmos nossa ansiedade e apostar no presente e nos nossos erros.

(Raphael Fonseca, texto curatorial da exposição 'sobre os ombros de gigantes'. galeria Nara Roesler, São Paulo, 2021)


'It is necessary to admit failure: I don't recognize the past, and I don't believe in the future. But my feet are in a hurry because by making mistakes, I learn more.'
These two sentences appear at the end of Doom, a video by Randolpho Lamonier and Victor Galvão. The words caught my attention due to the way in which they articulate the past, present, and future: not recognizing the past does not mean ignoring it, and not believing in the future does not negate that something is yet to come. In distrusting these two extremes, it is better to admit our anxiety and bet on the present and on our mistakes
.

(Raphael Fonseca,curatorial text for the exhibition 'sobre os ombros de gigantes'. Nara Roesler gallery, São Paulo, 2021)



DOOM
com Randolpho Lamonier
full hd
4'56"
São Paulo, 2021